Do contrato ao go-live, com dono e prazo em cada etapa.

A implantação da operação segue um cronograma de dezessete marcos, do M0 ao M16, cada um com responsável, prazo padrão e dependência declarada. Atraso vira sinal interno, e o sinal vale para os dois lados. O que está abaixo é o processo real, não uma versão simplificada dele.

Semana 1 · antes de a DAMA assumir qualquer coisa

O briefing de entrada. Cinquenta e cinco perguntas, todas obrigatórias, respondidas em ambiente próprio. Elas vão da tese do médico e do paciente ideal até ticket por procedimento, as cinco maiores objeções que ele mais ouve, o no-show estimado, a origem dos pacientes em percentual, o que já foi tentado em marketing e por que parou. Prazo de três dias úteis. Se travar, a DAMA preenche por chamada.

O diagnóstico de partida. Uma auditoria de catorze páginas em sete dimensões, cada uma com nota de zero a dez: credenciais e autoridade, reputação e Google Meu Negócio, audiência social, site institucional, atendimento, prova social e captura, e mídia paga.

O cliente oculto. O atendimento do consultório é testado como paciente, no WhatsApp real, sempre antes de a DAMA assumir. Essa janela existe uma única vez. É o "antes" oficial contra o qual toda a evolução vai ser medida depois, e por isso não pode ser feito depois.

Semana 1 · o kickoff

Quarenta e cinco minutos, gravado, com sete tempos definidos.

O que se levanta ali, junto com o médico, e não por estimativa: a jornada do paciente hoje, quem responde, por onde e em quanto tempo, quanto leva do primeiro contato até a consulta, quem apresenta valores, qual o protocolo de retorno. Depois os números: o CAC calculado na reunião, as conversões de contato para agendamento, de agendamento para comparecimento e de comparecimento para fechamento, o LTV montado ali, a capacidade real da agenda e a sazonalidade.

E uma pergunta que costuma mudar a conversa: se a agenda dobrar em noventa dias, o que quebra primeiro.

O kickoff termina com os marcos de construção definidos com o médico e lançados no sistema no mesmo dia. Sem marcos lançados, o kickoff não conta como feito.

Semanas 2 e 3 · a estratégia e o documento de comunicação

A estratégia de crescimento vem em duas peças. Uma interna, que não sai da casa, com metas, baseline, fases, riscos e plano B. Uma externa, o Plano de Crescimento, com nove seções: onde você está, o que buscamos juntos, o que vamos construir, as estratégias de funis, a ordem de construção, o seu papel e como você acompanha. Nada da fase seguinte começa sem esse plano aceito.

O documento de comunicação é o documento-mãe do médico, com dez blocos: a tese dele, a crença e o que ele combate, os diferenciais, o paciente ideal, o sentimento que a jornada deve produzir, a arquitetura arquetípica, o tom de voz com frases literais dele num quadro de "fala assim" e "não fala assim", as mensagens-chave, a direção visual e as regras inegociáveis de conformidade.

Nenhum criativo, legenda ou anúncio nasce sem ele.

A construção

Estratégia de funis. Três funis com ficha própria: intenção, tráfego pago e orgânico. Todos terminam no mesmo lugar, a conversa entregue ao atendimento. Painel único, da impressão ao fechamento, com dono por etapa e leitura semanal conjunta.

Presença digital. Página sob medida com abordagem sintoma-primeiro, credenciais com CRM e RQE, sem preço e sem promessa, e o domínio sempre em nome do médico. Google Meu Negócio com ficha reivindicada, dados consistentes e protocolo ético de avaliações: pedido no pós-consulta, nunca compra, nunca desconto. Instagram e WhatsApp comercial organizados.

Tráfego pago. Estrutura decidida por árvore registrada e justificada, e regras de operação por escrito: sete dias de aprendizado sem mexer, escala em degraus, pausa de criativo por frequência e custo, log obrigatório com data e motivo, uma variável por vez.

Conteúdo e orgânico. Esteira mensal de referência, com uma única sessão de gravação em lote por mês, roteiros aprovados com antecedência. O mês inteiro agendado antes do dia 1.

Reativação e indicados. Seis segmentos de base, régua de no máximo três toques com pausa de trinta dias. Um princípio que não se negocia: para o paciente, o motivo do chamado é clínico, nunca promocional. E indicação sem recompensa condicionada, porque isso é vedado pelas normas do CFM.

Protocolos de oferta. Os tratamentos organizados com o nome do próprio médico, em duas versões: uma de consulta com valores, uma pública sem valores. A DAMA dá a referência de preço. Quem define o preço é o médico.

Retorno e recorrência. Pós-consulta em quarenta e oito horas, retorno agendado na saída da consulta como prescrição do médico, lembretes programados, e a métrica que interessa: taxa de retorno dentro do prazo clínico.

O go-live tem um gate, e ele reprova

Nenhum real de tráfego sai antes do checklist de go-live aprovado. É regra, sem exceção.

Uma sessão de sessenta a noventa minutos, oito seções verificadas com evidência, print ou teste feito na hora: presença digital de pé, rastreamento testado de verdade, página testada ponta a ponta em celular real, atendimento respondendo a um teste real, operação alinhada, criativos aprovados pelo médico, revisão de conformidade peça a peça, e o médico ciente com resposta registrada.

Um único item reprovado trava o go-live até a correção. A aprovação vale por sete dias.

Depois do go-live

A operação passa a ter ritual: leitura semanal dos números, marco de trinta dias, tradução de valor aos noventa, projeção do ciclo seguinte entre cento e cinquenta e cento e oitenta dias.

O relatório mensal não é uma tabela. É a leitura do que aconteceu, com a conta feita: quantos pacientes entraram na agenda, quantos teriam se perdido sem a operação, e o que ficou pendente de cada lado.

Resultado não é sorte. É método. E método é isto: dezessete marcos, cada um com dono, prazo e critério de pronto, e um gate que reprova quando não está pronto.